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publicado dia 18 de fevereiro de 2021

Jornada online e gratuita formará multiplicadores da cultura ciclista

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O projeto Rodinha Zero, do Instituto Aromeiazero, está com inscrições abertas para a Jornada de Multiplicadores, realizada online. Voltada para educadores, pais, funcionários de escola e organizações sociais, a formação online quer sensibilizar e formar multiplicadores para ampliar a cultura ciclista em diferentes territórios e promover ações que impulsionem o uso da bicicleta como ferramenta para o desenvolvimento integral das crianças. 

Temas como cidadania e território educativo, saúde, mobilidade e participação social no território farão parte das aulas, que trarão especialistas nas temáticas. Também será disponibilizado aos cursistas um caderno de conteúdos complementares. 

Após o fim do curso, a ideia é que cada participante apresente um projeto de incentivo à adoção da cultura de bicicletas dentro do seu próprio território. Os planos serão avaliados pela equipe do Aro e as melhores propostas serão publicadas em um Ebook posteriormente. 

As inscrições podem ser feitas no site aromeiazero.org.br/rodinhazero, e vão até o dia 26 de fevereiro. 

Ciclismo como garantia de direito à cidade 

Desde 2016, o projeto Rodinha Zero já ajudou mais de 4.200 crianças a explorar seus territórios utilizando bicicletas. Ele desenvolve suas vivências em escolas, parques, praças e espaços culturais, incentivando uma geração nova de ciclistas. Em 2020, com a pandemia, a necessidade de se educar para uma ocupação de espaços públicos ficou mais latente, e o projeto tem se dedicado a formar multiplicadores. 

Andar de bicicleta foi um dos hábitos que mais cresceu durante a pandemia. Segundo pesquisa da socióloga e cicloativista Marina Harkot, falecida em 2020, a bicicleta é uma ferramenta que pode garantir o direito à cidade uma ocupação mais democrática dos espaços públicos: 

“A simplicidade da estrutura metálica da bicicleta; a exposição dos corpos quando pedalando, apenas sentados no selim; a baixa velocidade média que atinge nos percursos da cidade e que possibilita contato fácil com o entorno, com as pessoas nas calçadas com as fachadas do comércio… (…) A bicicleta é capaz de estabelecer uma lógica diferente daquela de funcionamento das cidades modernas rodoviaristas, por imprimir um ritmo e velocidade mais democráticos”. 

 

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