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publicado dia 29 de novembro de 2021

Pesquisa é enfática sobre a importância da natureza na saúde das crianças em período pós-pandemia

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Uma pesquisa idealizada pelo programa Criança e Natureza, que é uma iniciativa do Instituto Alana, em parceria com a Fundação Bernard Van Leer e o WWf-Brasil, evidenciou a importância da natureza na saúde das crianças, sobretudo em período pós-pandemia. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também corrobora que as crianças precisam estar ao ar livre. 

A pesquisa entrevistou famílias com crianças de até 12 anos em todo o Brasil; o relato comum foi que, durante a pandemia, perceberam os benefícios que esse contato com a natureza trouxe. Do total de entrevistados 75% afirmaram que pretendem levar as crianças mais vezes para praças e parques.

A própria Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) também lançou uma Nota de Alerta afirmando que oferecer mais natureza para as crianças será estratégico para reduzir os danos causados pelo isolamento. A nota divulgada no dia 7 de outubro pode ser conferida através deste link.

A pesquisa, que foi realizada com um total de 1.000 famílias, apontou que 50% das crianças brincavam ao ar livre pelo menos uma vez por semana antes da pandemia. No período de isolamento, acabaram ficando emparedadas e o número caiu para 34%.

O resultado também evidenciou os grandes benefícios trazidos pelo contato com a natureza pelas crianças. Um total de 93% das famílias entrevistadas afirmou que, quando estiveram ao ar livre, as crianças ficaram mais felizes e ativas física e mentalmente, 88% notaram que as crianças dormiram melhor, 86% disseram que elas pediram menos vezes para usar eletrônicos e 85% relataram que as crianças ficaram menos estressadas e ansiosas.

Além disso, as famílias também identificaram que o isolamento e a falta de contato com a natureza levou a um conjunto de efeitos negativos: 24% delas disseram que houve aumento de problemas físicos (como obesidade e falta de vitaminas, por exemplo) e 60% declararam que aumentou o uso de equipamentos eletrônicos pelas crianças.

O coordenador do programa Criança e Natureza, do Instituto Alana, JP Amaral, também destacou  que toda a sociedade deve se mobilizar para trazer a interação entre crianças e natureza.

“As famílias notaram com mais nitidez os benefícios que o contato com a natureza traz para as crianças e querem ampliar isso. Derrubar as barreiras e apontar caminhos para que haja cada vez mais crianças na natureza e mais natureza para as crianças é uma tarefa sistêmica, que cabe a todos: famílias, profissionais de saúde, educadores e, principalmente, gestores públicos e urbanistas, no sentido de criar, manter e distribuir equitativamente áreas verdes pelas cidades”.

A pesquisa “O papel da natureza para a saúde das crianças no pós-pandemia” também trouxe dicas para incluir mais natureza no dia-a-dia, nas escolas e nas cidades e o material completo pode ser baixado neste link.

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