Perfil no Facebook Perfil no Instagram Perfil no Twitter Perfil no Youtube

publicado dia 13 de julho de 2021

Professores indígenas lançam livro sobre ensino superior e o Alto Rio Negro

por

Um dos principais entraves para os povos indígenas do Rio Negro frequentarem uma universidade diz respeito à locomoção: muitas vezes dependem dos movimentos dos rios para navegar ou enfrentam longos trajetos de difícil acesso. Esse e outros desafios são relatados no livro “Impressões Geográficas dos Povos Indígenas do Amazonas – Terra Indígena Alto Rio Negro”.

Lançado por professores indígenas em julho deste ano, a obra também traz a exuberância da paisagem local, bem como a diversidade cultura e linguística dos povos do Rio Negro, em uma narrativa que visa incentivar jovens indígenas a ingressarem no ensino superior, apesar dos obstáculos.

O livro foi organizado por Emádina Gomes Rodrigues e Helenice Aparecida Ricardo, professoras do curso Licenciatura Intercultural Formação de Professores Indígenas (FPI) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). A publicação é resultado de um trabalho da disciplina de Geografia do curso, que este ano forma 54 professores indígenas do Rio Negro, e que são coautores da obra.

Vão receber essa publicação as escolas indígenas do Rio Waupés, Tiquié, Rio Içana e Ayari, Rio Negro e Xié, Baixo Rio Negro. Para os demais interessados, a coordenação da produção do livro vai disponibilizar o e-book gratuitamente.

Caminho de Amália

O documentário “Caminho de Amália” mostra um pouco mais das dificuldades geográficas enfrentadas por povos indígenas para se locomover. Acompanhando o percurso de Amália, indígena de 53 anos, professora de ensino médio e fundamental em sua comunidade Querari, o vídeo mostra o trajeto de 12 dias que ela faz em uma pequena embarcação para assistir às aulas do curso de graduação em Licenciatura Indígena, pela UFAM. O documentário está disponível no Youtube:

*Com informações da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN). Foto: Juliana Albuquerque/FOIRN.

O sul do Brasil também é negro: conheça territórios produtores de cultura no passado e presente