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Cidadania Digital Itinerante: escola usa audiovisual para combater a desinformação em Campo Formoso (BA)

Publicado dia 9 de outubro de 2026

🗒️Resumo: Com protagonismo dos estudantes, a Escola Professora Maria do Carmo de Araújo Maia, em Campo Formoso (BA), leva a Cidadania Digital para além da sala de aula. Conheça o Cidadania Digital Itinerante, projeto vencedor do Prêmio Cidadania Digital em Ação.

Quando Ana Paula Lopes da Silva começou a abordar o uso das tecnologias com os estudantes de 11 a 14 anos, a primeira reação da turma foi desconfiar. 

“Acharam que ia falar que celular não presta ou que eles não podiam ter rede social”, lembra a professora. Mas a censura e o julgamento não eram parte do projeto desenvolvido pela educadora na Escola Professora Maria do Carmo de Araújo Maia, em Campo Formoso (BA). 

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A professora optou por partir de temas como cyberbullying, Inteligência Artificial (IA), fake news e xenofobia em aulas e atividades e estimulou a produção e compartilhamento de vídeos informativos criados pelos estudantes a partir das reflexões na escola. 

Foi assim que nasceu o Cidadania Digital Itinerante, inicialmente apresentado para a própria comunidade escolar e depois levado a outras escolas da rede de ensino de Campo Formoso, também compartilhado em perfil nas redes sociais.

“Quando [os adolescentes] entendem que são multiplicadores dessa responsabilidade digital, entendem que o trabalho deles é levar esse conhecimento para a família, irmãos, vizinhos e comunidade campo-formosense”, afirma Ana Paula.

Cidadania Digital Itinerante e Territórios Educativos 

A iniciativa enfrenta a desinformação e estimula a reflexão e uso crítico das tecnologias e das redes sociais pelos adolescentes, questões centrais para a Cidadania Digital. Em diálogo com as propostas dos Territórios Educativos, o projeto mostra a escola pública como agente educativo do território.

Cidadania Digital Itinerante

Entre as produções, há o vídeo Mentira que Viraliza, um curta sobre fake news, desinformação e a importância de checar antes de compartilhar e um vídeo sobre Cidadania Digital protagonizado por estudantes surdos, que explicam em LIBRAS orientações para o bom uso das redes sociais. Já outra produção mostrou a linha do tempo da Comunicação e da Internet, da carta ao uso da IA.

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O trabalho, realizado com estudantes de 8º e 9º ano do Ensino Fundamental, foi reconhecido pelo Prêmio Cidadania Digital em Ação, realizado pela SaferNet Brasil e a Embaixada do Reino Unido no Brasil.

“Eles estavam aprendendo a ser responsáveis não apenas no mundo real, mas também no mundo virtual, com seus direitos e deveres. Temos aí também a questão da inclusão dentro da Cidadania Digital, que é algo muito importante”, descreve a professora, que acredita que a Educação e o Letramento Digital são essenciais para navegar no mundo de hoje. 

Cidadania Digital nas escolas 

A Cidadania Digital entrou no currículo das escolas recentemente, em 2025, a partir da publicação da Resolução CNE/CEB nº 2/2025, que institui diretrizes operacionais nacionais sobre o uso de dispositivos digitais em espaços escolares e a integração curricular da Educação Digital e Midiática. 

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Guilherme Alves, gerente de projetos da SaferNet Brasil, situa 2026 como o ano em que a obrigatoriedade começa a valer na prática:

“Agora, as escolas da rede privada e pública precisam colocar, desde a Educação Infantil, temas relacionados ao uso seguro da Internet”, conta o especialista. 

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Prêmio Cidadania Digital em Ação 2025 – Cidadania Digital Itinerante 

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