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publicado dia 17 de dezembro de 2021

Seminário aborda a criança como protagonista na cidade e reforça importância das brincadeiras

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Aconteceu na última semana de novembro a segunda edição do Seminário Infância, Adolescência e Arquitetura (SEMINAAR). O evento contou com a participação de especialistas nas áreas da infância, educação e arquitetura para discutir caminhos e soluções para o desenvolvimento da criança dentro do espaço urbano a partir da humanização das cidades e também do conceito de cidades brincantes. Os debates foram realizados pelo CoCriança, em parceria com o LABPARC e a FAU-USP.

O seminário foi realizado de forma online e contou com duas mesas de debates. Na primeira delas o tema foi “Infâncias urbanas e cidades humanas – O que faz cidades mais humanas?” e contou com a participação de Márcia Gobbi (FE-USP), do educador Braz Nogueira, Catharina Pinheiro (FAU-USP) e Ayumy Pompeia (CoCriança). A mediação foi feita por Paula Vicente (LABPARC).

Com foco na cidade de São Paulo, a proposta foi discutir caminhos e desafios rumo à cidades mais acolhedoras, investigando como é a relação das crianças com esse tema. Em sua fala, a professora Catharina afirmou que tem visto um número crescente de pessoas estudando as relações entre crianças, arquitetura, paisagismo e urbanismo para que sejam elaborados cada vez mais projeto onde a criança deixa de ser uma espécie de cliente da cidade, para se tornar protagonista dentro desse espaço.

Para o professor Braz, que atua com lideranças comunitárias na busca por uma educação de qualidade, “pensar as infâncias e adolescências e relacioná-las com a arquitetura e organização do espaço é fundamental”. Toda a discussão para a construção de uma prática que reconheça e valorize as crianças e jovens como cidadãos de direitos à cidade também está disponível na íntegra no YouTube do SEMINAAR.

No segundo dia do evento, o tema em discussão foi “Brinquedos e brincadeiras para uma educação urbana – Qual o papel do lúdico na produção do espaço urbano?” e contou com a participação das professoras Patrícia Prado (FE-USP) e Denise Dantas (FAUD-USP), e da arquiteta Beatriz Martinez (CoCriança – Casacadabra). A mediação foi de Gabriela Viola (CoCriança).

Em um contexto que parece cada vez mais impelir a uma passividade dos usuários diante dos serviços, Denise Dantas, além da questão de colocar a criança como protagonista dos espaços e das brincadeiras, também chamou a atenção de utilizar preceitos de design aliados a conceitos de segurança para se pensar em brinquedos mais criativos dentro dos espaços públicos.

Partindo da compreensão de aspectos que caracterizam o jogo e a brincadeira, Beatriz Martinez, que trabalha com a criança de jogos educativos, citou o pedagogo e desenhista Francisco Tonucci dizendo que a cidade deve assumir como função primária ser um lugar para brincar, pois uma cidade adequada para crianças brincarem será uma cidade justa, democrática e adequada para todos.

Toda a discussão sobre a possibilidade de projetos de brinquedos e de cidades também pode ser acompanhada na íntegra no YouTube do SEMINAAR.