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publicado dia 13 de janeiro de 2022

Cartilha mostra impactos do racismo no desenvolvimento infantil

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Um material produzido pela Harvard University, traduzido pelo Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI) https://ncpi.org.br/, evidencia os efeitos do racismo e da discriminação racial no desenvolvimento infantil. A cartilha aponta que os impactos se dão na aprendizagem, no comportamento e na saúde física e mental ao longo de toda a vida.

O estresse causado pela discriminação cotidiana e a consequente resposta a ele pode ter um efeito significativo de desgaste no cérebro, ainda em desenvolvimento, e em em outros sistemas biológicos das crianças.

A pesquisa ainda apontou que negros, indígenas e outras pessoas não brancas têm, em média, mais problemas crônicos de saúde e menor expectativa de vida em relação aos brancos. E isso acontece na comparação em todos os níveis de renda.

Pessoas não brancas também acabam tendo menos acesso à educação e a serviços de saúde de boa qualidade, o que cria um cenário que prejudica desproporcionalmente o desenvolvimento de crianças e famílias não brancas. O estudo ainda apontou que o número de mortes por doenças cardíacas, diabetes e doenças renais de crianças negras foi muito superior ao de crianças brancas nos Estados Unidos, em 2015.

Há um outro aspecto que pode afetar o desenvolvimento infantil: o racismo sofrido pelos próprios pais e cuidadores. Isso se dá pelo desgaste emocional gerado nessas pessoas e que pode refletir no comportamento que elas têm com as crianças, fazendo com que tenham respostas excessivas e desproporcionais aos seus comportamentos.

Finalizando, o material traz que o enfrentamento constante a esse racismo sistêmico passa pela criação de estratégias que diminuam as desigualdades, combatam o preconceito e pensem em políticas públicas que forneçam condições para uma sociedade mais igualitária e menos preconceituosa.

Consciência negra e a luta contra o racismo sistêmico