publicado dia 2 de abril de 2025
Acampamento Terra Livre (ATL) mobiliza povos indígenas em Brasília (DF)
De 07/04/2025 até 11/04/2025
publicado dia 2 de abril de 2025
De 07/04/2025 até 11/04/2025
🗒️Resumo: Considerada a maior demonstração política dos povos indígenas no país, a 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) acontece em Brasília (DF) entre 7 e 11 de abril. Em 2025, a mobilização terá como tema “A APIB somos todos nós: em defesa da Constituição e da vida”.
Milhares de indígenas de diferentes territórios do Brasil estarão reunidos em Brasília (DF), entre 7 e 11 de abril, para o Acampamento Terra Livre (ATL).
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Realizado tradicionalmente no Abril Indígena, o ato é considerado uma das maiores demonstrações de força política do movimento indígena.
Em 2025, a mobilização está centrada na garantia de direitos previstos pela Constituição para 1,7 milhão de indígenas, sintetizado no tema “APIB somos todos nós: Em defesa da Constituição e da vida”.
De acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), esta edição da mobilização também trata-se de um momento estratégico para discutir a campanha “A Resposta Somos Nós”, que destaca a participação indígena na Conferência das Partes (COP-30), que ocorrerá em novembro em Belém (PA).
Ao longo da mobilização, será lançada uma comissão internacional indígena sobre o tema para tratar sobre a necessidade de ações decisivas contra a crise climática, como o fim da era dos combustíveis fósseis, uma transição energética justa e o reconhecimento da autoridade climática dos povos indígenas e de seus territórios na proteção da vida no planeta.
O evento é organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e suas sete organizações regionais: Apoinme, ArpinSudeste, ArpinSul, Aty Guasu, Conselho Terena, Coaib e Comissão Guarani Yvyrupa.
ATL e marco temporal
Em 2024, o evento reuniu 9 mil indígenas de 200 povos localizados em todas as regiões do Brasil. No ano passado, o ato centrou-se no Marco Temporal, tese jurídica em análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que defende que os povos indígenas só têm direito às terras ocupadas em 1988, quando a Constituição foi promulgada.
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A questão é central para os povos indígenas brasileiros e para o futuro da demarcação das terras indígenas. Em cartilha publicada em 2024, a Articulação dos Povos Indígenas Brasileiros (Apib) classifica a medida como anti-indígena e afirma que ela restringe o direito dos povos indígenas à terra e traz impactos negativos para o meio ambiente.
“Se aceito pelo STF, 14% do território brasileiro e a biodiversidade que vive dentro das Terras Indígenas ficariam vulneráveis diante da expansão da produção ilegal de commodities, da grilagem de terras, da mineração ilegal e do desmatamento”, diz a cartilha.
Acampamento Terra Livre (ATL)
De 07/04/2025 até 11/04/2025
Espaço Funarte, Brasília (DF)