publicado dia 31 de julho de 2012

O que se imagina de uma empresa que produza carros é que tenha como principal missão vender mais carros. Certo?
A resposta fica menos óbvia quando vemos a Daimler, que fabrica a Mercedes, investindo num negócio que, para prosperar, depende que as pessoas usem menos carros. E aqui vemos uma série de coisas: o futuro da mobilidade e das cidades.
A Daimler investe numa empresa (carpooling.com) que, desde 2001, incentiva pessoas a não comprarem, mas compartilharem o carro –e, agora, com um investimento milionário, anuncia que, depois de ganhar a Europa, vai invadir os Estados Unidos em 2013.
O negócio é um sinal dos tempos. A Daimler sabe que, em cidades civilizadas, o transporte individual vai perder cada vez mais espaço, num caminho que não tem volta. Sabe também que a mentalidade ecológica também não tem volta.
E, assim, a empresa se posiciona não só como uma empresa que produz carro. Mas produz mobilidade.
Aliás, bem diferente do Brasil, onde os carros reinam nas ruas, quase sem limitação. E que a indústria automobilística arranca, via pesados lobbies em Brasília, estímulos fiscais.
Fala-se tanto em carros inteligentes. Alguns deles tão inteligentes que nem precisam de motoristas.
O carro mais inteligente, porém, é o que se compartilha e estimula a convivência.
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Para quem mora em São Paulo, um escape: uma programação foi criada para informar o que as pessoas podem fazer para se divertir na hora do trânsito sem pagar (veja aqui).
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No Brasil, a melhor experiência é o Caronetas, que não para de crescer, especialmente na cidade de São Paulo (mais detalhes aqui).
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Pelo pioneirismo, Márcio Nigro foi indicado pela Rede Nossa São Paulo como finalista do concurso que escolhe os habitantes de São Paulo que reinventam a cidade (confira a lista).



