publicado dia 17 de abril de 2013
Com informações de UOL e Terra

O carioca Silvio Predis, professor de química, é hit na internet. Cantando funk para ensinar, seus vídeos têm mais de um milhão de visualizações no You Tube. Predis dá aulas em escolas particulares do Rio de Janeiro e Niterói e chega a lecionar até dez aulas no mesmo dia, em até três unidades diferentes. Ele ressalta que a música é sempre o último recurso para o aprendizado da matéria e afirma que só canta depois que o aluno assistiu a todas as aulas daquele conteúdo e fez uma grande quantidade de exercícios.

A banda Sujeito Simples também usa a música para reforçar conteúdos educativos. Zique, Marcelo e Dino fazem rock and roll para transmitir regras da língua portuguesa, compondo letras sobre pronomes, adjetivos, verbos e outras classes gramaticais. No site da banda estão disponíveis para download gratuito os dois discos do Sujeito Simples, com vinte canções e duas revistas com conteúdo pedagógico.
Mas a eficácia do método não é unanimidade. Nos cursos pré-vestibular Anglo, por exemplo, o uso de frases inusitadas e adaptações de músicas é evitado pelos professores. Avaliações nacionais exigem capacidade lógica e formulações integradas, fazendo com que as instituições de ensino revisem a maneira como transmitem o conteúdo a seus alunos. Se antes a tradicional “decoreba” tinha espaço, hoje, é preciso apresentar o contexto das situações, independente da disciplina.



