publicado dia 29 de outubro de 2013
Lançado na última sexta-feira (25/10) no CEU Casabranca, no Jardim São Luís, o plano Juventude Viva tem o objetivo de reduzir a vulnerabilidade da juventude negra e periférica na cidade de São Paulo. O plano da prefeitura paulistana, em parceria com o governo federal, prevê investimento de R$ 162 milhões e pretende criar estratégias de prevenção à violência. Segundo o prefeito Fernando Haddad, presente no lançamento, uma ação intersetorial é necessária para fortalecer a juventude.
Leia mais
SP: Conheça o plano para reduzir violência contra jovens negros
Destinado aos territórios com altos índices de violência, o programa tem como foco a garantia de direitos. Os primeiros distritos que receberão ações do plano são M’Boi Mirim, que abrange Jardim Ângela e Jardim São Luis, e Campo Limpo, que engloba Capão Redondo.
“Em São Paulo, estamos começando a implantação do plano na zona sul, local com diversos elementos de vulnerabilidade, mas também com muita vitalidade de movimentos sociais de juventude, com altíssima expressão cultural”, ressaltou o secretário de Direitos Humanos, Rogério Sotilli.
O plano definiu suas regiões prioritárias de acordo com dados do Ministério da Saúde que revelam que, em 2011, os territórios selecionados para receber o programa concentravam 45% do total de homicídios de jovens em São Paulo (274 assassinatos).
“O extermínio da juventude não ocorre só por armas de fogo. Acontece com o ensino das escolas públicas, com a carência de espaços culturais, com transporte precário e com a rede de garantias sociais”, argumentou Isaac Faria, que mora no Jardim Ângela.
Nessas regiões, o plano Juventude Viva prevê a instalação de novos pontos de cultura, a construção de um Centro Cultural de Referência, a programação de atividades esportivas por 24 horas nos finais de semana, a implantação de novos pontos de iluminação pública, a criação de praças de conexão wi-fi livre e o atendimento psicossocial às vítimas de violência, entre outras medidas.



