publicado dia 12 de agosto de 2013
por Frederico Guimarães, da Revista Educação.
Para especialistas, existe uma falta de integração entre a visão de quem constrói a escola e a de quem administra o espaço público da cidade, sendo esse o principal impasse para o desenvolvimento de projetos urbanísticos voltados para a educação.
O tema é discutido por professores, gestores e arquitetos, que encontram um número crescente de estudantes e, ao mesmo tempo, falta de espaço físico para a construção de novas unidades escolares. Além disso, a questão da mobilidade torna-se cada vez mais urgente nos principais centros urbanos do Brasil.
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A proposta das “Cidades Educadoras”, que ganhou corpo na década de 1990 em Barcelona, considera a escola um ator prioritário nesse debate – a cidade deve desenvolver a educação como prioridade e, então, pensar as questões de habitação, mobilidade, transporte e infraestrutura.
Em muitos locais – seja centros urbanos ou periferia – a escola tem sido responsável por remodelar cidades, conceitos e novas perspectivas que podem influenciar no desenvolvimento do ensino. No Brasil, entretanto, ainda há claros desafios a serem enfrentados.
“A visão de que todo espaço é pedagógico ainda está muito marginal dentro da visão de política pública. O projeto educacional está num caminho, mas o projeto urbanístico está em paralelo”, ressalta a urbanista e professora doutora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), Rosana Helena Miranda.



