De Reynaldo Turollo Jr., da Folha de São Paulo
As aulas em escolas municipais de São Luís (MA) ainda não começaram para mais de 25 mil crianças dos ensinos infantil e fundamental.
Das 252 escolas da rede, 219 estão com as atividades total ou parcialmente interrompidas devido a reformas.
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O Ministério Público do Maranhão ajuizou duas ações civis públicas pedindo à Justiça que multe a prefeitura em R$ 1.000 ao dia por aluno sem aula ou que ordene a matrícula das crianças na rede privada de ensino.
O objetivo, segundo o promotor de Defesa da Educação, Paulo Silvestre Avelar Silva, é apressar as obras.
Em oito unidades, a reforma nem começou. Nessas, será preciso mudar de prédio para não perder o ano.
Na escola São Sebastião, no bairro de Fátima, o Ministério Público encontrou fiação exposta, banheiros imundos e bebedouros enferrujados que oferecem risco de contaminação.
No Coroadinho, periferia da cidade, há esgoto a céu aberto ao redor da escola municipal Rubem Almeida.
“Tem escolas que eles estão só pintando. Quando acabarem as obras, teremos que fiscalizar uma a uma para ver se o que foi licitado foi mesmo feito”, diz o promotor.
A rede municipal da capital tem ao todo 85 mil alunos -30% deles correm o risco de perder o ano letivo.
Em janeiro, a prefeitura adiou o início das aulas para março, para realizar melhorias nas unidades. Em março, prorrogou para 15 de maio. Mais uma vez, descumpriu o prazo. Para parte dos estudantes, as aulas chegaram a começar, mas foram interrompidas devido à má conservação dos prédios.
O prefeito João Castelo (PSDB) foi questionado sobre as razões do atraso e a previsão de início das aulas, por meio de sua assessoria, mas não respondeu.



