publicado dia 27 de maio de 2013
Da Rede Brasil Atual
A Coordenadoria de Juventude, criada pelo governo Fernando Haddad (PT) para dar espaço às demandas dos jovens paulistanos, sofre com a míngua de recursos públicos. Dona do maior contingente de jovens do país, cerca de 2,9 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos, a cidade de São Paulo pela primeira vez dedica uma pasta ao assunto com cinco cargos de confiança e três estagiários, além de auxiliares em cada uma das 31 subprefeituras da cidade.
Com orçamento de R$ 500 mil, a Coordenadoria, atrelada à Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, tem que dar conta de um grupo que representa 25% da população paulistana. Os recursos se apequenam ainda mais quando comparados aos de outras cidades: Recife, com 250 mil jovens, tem 60 pessoas em sua recém-criada Secretaria da Juventude. Porto Alegre, com 350 mil jovens, tem 35 funcionários em sua Secretaria de Juventude criada em 2005.
Para Gabriel Medina, recém-empossado coordenador de Juventude, a “secretaria tem uma vocação de diálogo que a transforma num local de produção de políticas a serem aplicadas pelas demais pastas da administração”. Mas, Gabriel di Pierro, do Grupo de Trabalho de Juventude da Rede Nossa São Paulo, alerta que o orçamento não é adequada e “embora seja muito mais uma articuladora de iniciativas governamentais e não precise tanto de verbas para execução das políticas, ela necessita recursos mínimos para aprofundar discussões com a sociedade e produzir informação.”
A jovem coordenadoria no entanto, ainda pode receber incrementos. Está em trâmite uma reestruturação que incluiria mais três cargos para a equipe de juventude e dedicaria dez estagiários, contra os três atuais, para a pasta.



