Com informações da CBN e O Globo
O Ministério da Justiça, em parceria com a Organização das Nações Unidas, lançou hoje (9/5), em Brasília, uma campanha de prevenção e combate ao aliciamento de pessoas para trabalhos escravos e sexuais, além do tráfico de crianças. Intitulada Coração Azul, a ação tem como embaixadora a cantora Ivete Sangalo e já acontece em diversos países do mundo.
A adoção internacional e o tráfico humano
Na ocasião do lançamento, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, declarou que serão criados novos dez postos de acolhimento às vítimas do tráfico. Estiveram presentes ainda, o diretor-executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc), Yuri Fedotov; e a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário; e Eleonora Meniccuci, da Secretaria de Políticas para Mulheres.
[stextbox id=”custom” caption=”Definição” float=”true” align=”right” width=”275″]O tráfico de pessoas é “o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração”[/stextbox]
A proposta da campanha é sensibilizar e mobilizar a sociedade contra o tráfico humano, divulgando informações e canais de denúncias, entre eles, o Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos, e o Disque 180 da Secretaria de Políticas para as Mulheres.
Para ajudar a esclarecer dúvidas e distribuir materiais, uma plataforma na internet reúne as principais questões sobre o tema e disponibiliza todas as criações que envolvem a campanha. Um mapa fornece os locais de todos os Núcleos de Enfrentamento estaduais – responsáveis pela prevenção, responsabilização dos autores e atenção às vítimas.
Panorama
Segundo a ONU, mulheres, travestis, transexuais, crianças e adolescentes, costumam ser as principais vítimas do tráfico humano. Investigações recentes apontam, no entanto, para novas modalidades do crime. Sob a promessa de adentrar os cobiçados clubes europeus, meninos adolescentes provenientes de países pobres da América Latina e África, têm sido levados à Europa e vendidos para jogar futebol.



