publicado dia 6 de março de 2026
9 cientistas e intelectuais brasileiras para conhecer e se inspirar
Reportagem: Ingrid Matuoka | Edição: Tory Helena
publicado dia 6 de março de 2026
Reportagem: Ingrid Matuoka | Edição: Tory Helena
🗒 Resumo: Conheça 9 cientistas e intelectuais brasileiras cuja carreira revoluciona problemas atuais do país e do mundo e podem inspirar a todos, em especial, meninas e mulheres.
Na floresta, no laboratório, na sala de aula e nos grandes centros de pesquisa do Brasil e do mundo, estas 9 mulheres cientistas e intelectuais dedicam suas carreiras a transformar problemas atuais, da crise climática à falta de justiça racial.
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Algumas ganharam destaque em momentos críticos, como o sequenciamento do coronavírus em tempo recorde. Outras fazem o trabalho contínuo de formar educadores, mapear trajetórias negras nas ciências, fortalecer redes e orientar políticas públicas.
Prestigiar essas histórias junto a meninas e jovens é uma forma de inspirar que elas possam sonhar com uma carreira científica, além de valorizar as mulheres que estão revolucionando o agora.
Conheça o trabalho de 9 cientistas brasileiras atuais:
Por que as árvores da Amazônia morrem? Essa é a pergunta que instiga as pesquisas da bióloga Paraense. Professora da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), é titular de quatro pós-doutorados, no Brasil e nos Estados Unidos.
Suas pesquisas de campo se concentram na Floresta Nacional do Tapajós, onde às vezes precisa subir na copa de árvores de até 30 metros para analisar fatores de vulnerabilidade.
As imagens das profundezas do universo, feitas com o telescópio espacial Hubble, fascinaram a humanidade e permitiram avanços nos estudos do cosmos. Uma das autoras destas imagens é a astrônoma, professora e escritora brasileira.
Atualmente é Vice-Reitora de Estratégias Globais e professora titular de física na Universidade Católica da América, em Washington, nos Estados Unidos, e colabora com equipes da NASA desde 1997.
Quando o mundo todo foi tomado pela pandemia de Coronavírus, a biomédica doutora em patologia humana e experimental pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi uma das responsáveis por mapear os primeiros genomas do SARS-CoV-2 no Brasil. O feito se deu em apenas 48 horas depois da confirmação do primeiro caso no país.
Também desenvolve pesquisas na área de arboviroses emergentes e fez parte da equipe liderada por pesquisadores ingleses que sequenciou o genoma do vírus Zika.
Formar educadores atentos às interseccionalidades de gênero, sexualidades e raça no ensino das Ciências, bem como divulgar e fortalecer cientistas negros, mulheres, gays e lésbicas, são os motes da carreira da professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que é doutora em Science Education pela Universidade de Columbia (EUA). Ela utiliza referenciais teóricos feministas, pós-críticos e decoloniais.
Também coordena projetos na UFBA como o “Contando nossa história: Negras e Negros nas Ciências, Tecnologias e Engenharias no Brasil”, que mapeia cientistas negras e negros, e faz parte da National Organization of Gay and Lesbian Scientists and Technical Professionals e da Associação Brasileira de Pesquisadoras/es Negras/os (ABPN).
Com o agravamento da crise climática, poluição das águas e ondas de calor, o acesso à água potável se torna cada vez mais necessário – e escasso. Para enfrentar esse cenário, criou um mecanismo sustentável que torna a água potável usando a dessalinização a partir do grafeno.
Formada em engenharia de materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), hoje é doutoranda em bioengenharia pela Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos.
O trabalho da educadora, ativista, escritora e pesquisadora, sua atuação é fundamental para a Educação para as relações étnico-raciais, formulação de políticas de ações afirmativas, como o sistema de cotas, e para vincular Educação Básica e movimentos sociais.
Professora associada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é professora emérita da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Sua produção acadêmica aborda temas como relações raciais, Educação e movimentos sociais. Nilma também foi a primeira mulher negra a ser reitora de uma universidade federal no Brasil, a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), no Ceará, e foi ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.
Bióloga e professora brasileira da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a cientista estuda a polilaminina desde 1997, molécula que tem potencial para reverter lesões da medula espinhal.
Em 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início da etapa de testes clínicos. Com mais pesquisas e testes, a substância tem potencial para se tornar pioneira no tratamento da paraplegia e tetraplegia.
A primeira trans a fazer pós-doutorado em astrofísica na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, é brasileira. Pesquisadora na mesma universidade, é graduada em física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Ela também é a única brasileira a trabalhar em um projeto da Nasa para desenvolver um satélite avaliado em mais de 16 bilhões de reais, e leciona na Universidade Stony Brook, em Nova York.
Para contribuir com a redução da emissão de gases poluentes, a bioquímica e engenharia química criou um produto catalisador que acelera e melhora o rendimento de reações químicas.
Pioneira desde a infância, dava aulas de reforço para estudantes de diversas escolas de Salvador (BA), e junto a suas irmãs e mãe, criou o projeto Troca de Livro, que até hoje promove o acesso à leitura em comunidades vulneráveis da cidade.