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publicado dia 18 de março de 2026

Misoginia

Publicado dia 18 de março de 2026

Misoginia

🗒️Resumo: Entenda o significado de misoginia, o sentimento de ódio, desprezo e hostilidade contra meninas e mulheres que se manifesta em discriminação, desigualdade de gênero, violência e feminicídio. 

A misoginia é crime no Brasil? A dúvida, em alta em mecanismos de buscas como o Google, apareceu na esteira da ampliação das discussões sobre discursos de ódio contra mulheres e da violência extrema contra elas. 

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O número elevado de feminicídios noticiados e a viralização de falas e vídeos misóginos na Internet também contribuíram para a popularização do termo. O cenário também é marcado pelo crescimento de projetos de leis no Congresso Nacional que pedem a criminalização da misoginia e da violência digital contra mulheres e meninas.  

O que é misoginia? 

O que é misoginia
Protesto no 8 de março pede criminalização da misoginia e o fim da violência contra a mulher.

Cartilha sobre o tema elaborada pelo Ministério das Mulheres em 2023 define misoginia como “o ódio contra as mulheres e a raiz de uma sociedade em que homens são valorizados e mulheres são desvalorizadas”. 

A definição também classifica a misoginia como um comportamento social e detalha que os resultados são diversos, indo do feminicídio à baixa representação política. 

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Já o site Politize classifica a misoginia como um “sentimento de aversão patológico pelo feminino, que se traduz em uma prática comportamental machista, cujas opiniões e atitudes visam o estabelecimento e a manutenção das desigualdades e da hierarquia entre os gêneros, corroborando a crença de superioridade do poder e da figura masculina pregada pelo machismo”. 

A filósofa feminista estadunidense Kate Manne, autora do livro “Down Girl: The Logic of Misoginy” (“Garota Deprimida: a Lógica da Misoginia”, em tradução do inglês), complexifica o conceito, retirando-o da esfera pessoal ou particular e definindo a misoginia como um “sistema que opera dentro da ordem patriarcal para fazer valer a subordinação das mulheres e manter a dominância masculina”. 

A ideia é citada no livro “Misoginia na internet: uma década de disputas por direitos” (Editora Fósforo, 2023), da brasileira Mariana Valente, que analisa a violência contra meninas e mulheres no espaço digital.   

Misoginia e feminicídio 

Protesto contra a violência contra mulher e a misoginia
Em 2025, o Brasil registrou média de quatro feminicídios por dia.

No Brasil, a misoginia e o racismo estrutural sustentam o quadro epidêmico de feminicídios, uma vez que organizam as relações sociais a partir de uma hierarquia entre homens e mulheres e da desumanização de corpos não-brancos. 

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o ano de 2025 registrou 1.568 vítimas de feminicídio no país, uma média de quatro feminicídios por dia. As estatísticas revelam ainda um recorte racial evidente: mulheres negras são as principais vítimas do feminicídio, tanto em números absolutos quanto proporcionais.

O levantamento também mostra que a maior parte (66,3%) dos casos aconteceram dentro de casa, com o atual parceiro ou o ex da vítima como responsáveis por 59,4% e 21,3% dos crimes, respectivamente.  

Os dados indicam que a violência contra a mulher no Brasil persiste e segue em alta na maior parte das modalidades, do stalking ao feminicídio. 

Territórios Educativos contra a misoginia 

Nos Territórios Educativos, escolas, equipamentos culturais, serviços de saúde, organizações comunitárias, coletivos de mulheres e espaços públicos têm papel central na construção de uma cultura de prevenção à violência contra meninas e mulheres e de enfrentamento à misoginia.

🔎O que são Territórios Educativos

A perspectiva dos Territórios Educativos parte do reconhecimento de que a Educação não se limita ao espaço escolar. Ela acontece na relação com o território, com a comunidade,
com a cultura, com a natureza e com os diversos atores sociais que compõem o cotidiano. Nesse sentido, os territórios assumem um papel educador permanente, comprometido com a formação integral de bebês, crianças, jovens, adultos e idosos, ao longo de toda a vida.

Promover ações educativas contínuas para a igualdade de gênero e apoiar a formação de profissionais e agentes públicos são caminhos para enfrentar a misoginia nos territórios.

Políticas públicas articuladas, fortalecimento de redes de apoio e cuidado, bem como a criação de ambientes seguros para escuta, denúncia e proteção também são fundamentais.

Além disso, para que as ações de combate à misoginia sejam eficazes, elas devem ser construídas de forma intersetorial, envolvendo diferentes áreas como Saúde, Educação, Assistência Social e Segurança.

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