publicado dia 28 de fevereiro de 2012
O primeiro dia de funcionamento do novo sistema de transporte público na Cidade Universitária, na zona oeste, foi marcado por falhas e confusão. Parte dos alunos e funcionários não conseguiu utilizar ontem o Bilhete USP (Busp) e precisou descer pela porta da frente dos ônibus. Também havia muita dúvida em relação ao uso do novo cartão e do itinerário das duas linhas da São Paulo Transporte (SPTrans), que substituíram as circulares administradas pela Coordenadoria do Câmpus da Capital.
O JT flagrou problemas com dois alunos que não conseguiram validar o novo cartão no ônibus. Um deles é Bruno Coturri, de 22 anos, que estuda Ciências Sociais. Por volta das 17h30, ele aproximou o Busp do aparelho que libera a catraca, mas ela não destravou. “Acho que vou precisar trocá-lo.” Questionados, cobradores, motoristas e fiscais da SPTrans disseram que alguns cartões vieram com defeito e precisarão ser substituídos. Um deles calculou que em torno de 10% dos usuários enfrentaram a situação.
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Mas a SPTrans, por meio de sua assessoria de imprensa, não reconheceu falhas. A estatal informou que, de manhã, “não foram constatados problemas” durante o monitoramento feito por seus técnicos. Se houver falha, o órgão recomenda que a pessoa procure a universidade “para verificar sua situação cadastral”. Em caso de persistência do defeito, o usuário deve ir a um posto da SPTrans “para que possa ser avaliado pontualmente o que aconteceu”.
“Devo usar a minha carteirinha normal de aluna?”, perguntou ao cobrador de um dos coletivos a estudante de Biologia Ana Novelli, de 22 anos. Ela embarcava no terminal que fica ao lado da Estação Butantã do Metrô. Como ela, mais pessoas tinham dúvidas, especialmente sobre o caminho percorrido pelas duas novas linhas. Um panfleto distribuído dentro dos ônibus mostrava as rotas.
As linhas fazem a conexão com o Metrô e rodam pelo câmpus. Estudantes, professores e funcionários da USP podem andar nelas de graça com o Busp. Mas pessoas de fora terão de desembolsar R$ 3 ou usar o Bilhete Único normal.
É o caso do pedreiro Naílton Felix Monteiro, de 33 anos. Ele trabalha há dois anos na construção da Biblioteca Guita e José Mindlin, dentro da Cidade Universitária, e mora na comunidade São Remo, ao lado do câmpus. Usa o circular diariamente para chegar e sair do trabalho. “Agora, vou ter de pagar R$ 6 por dia. Não acho correto com quem ganha pouco.”
A USP diz que parte dos circulares antigos integrará uma linha cultural, que continuará atendendo de graça, mas não informa quantos carros ela terá.
(JT)



