publicado dia 21 de dezembro de 2013
“Para a educação brasileira, é imprescindível expandir a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e consolidar esse crescimento, além de garantir que ele será feito com qualidade.” Essa é a opinião do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, acerca da criação da Frente de Prefeitos para o Desenvolvimento da Unifesp, lançada oficialmente na manhã de sexta-feira (20/12), em São Paulo.
Desde 2006, a Unifesp tem passado por um processo de expansão que elevou a oferta de cursos de graduação de seis para 44; o número de vagas disponíveis anualmente de 300 para 2.909; o número de docentes de 440 para 1.371; e o número de alunos matriculados na graduação de 1.336 para 10.304. Segundo o ministro, nesse período a universidade contou com um investimento de R$350 milhões, realizado pelo Ministério da Educação (MEC).

Projeto de universidade
O lançamento contou com a presença dos prefeitos de São Paulo, Osasco, Embu das Artes e São José dos Campos, além do vice-prefeito de Guarulhos, do secretário de Desenvolvimento Econômico de Santos e do secretário de Educação de Diadema, cidades onde a universidade possui seus campi.
Na ocasião, os representantes do poder público assinaram uma Carta de Intenções na qual se comprometem a convergir esforços e garantir recursos e apoio político à realização do projeto de expansão da Unifesp. “A nossa ideia é desenvolver a universidade de maneira mais homogênea. Nos conhecendo melhor, podemos criar um projeto conjunto para a Unifesp”, acredita Soraya Smaili, reitora da instituição.
Grupos de estudos em áreas diversas – como saúde, educação, direitos humanos, cultura, ciência e inovação tecnológica – serão formados por representantes da universidade e das prefeituras. Uma das metas do plano é criar um anel universitário em torno de três eixos metropolitanos do estado: de São Paulo, de Santos e do Vale do Paraíba. “A Unifesp tem o papel fundamental de desenvolver projetos sociais e de conhecimento em regiões onde haja demanda da população”, afirma Soraya.
Zona leste na mira
Um dos novos projetos será a criação de dois novos campi: um em Embu das Artes e outro na zona leste da capital paulista. “Os quatro milhões de habitantes da zona leste estão há anos esperando a implementação de uma universidade na região”, observa Fernando Haddad (PT), prefeito de São Paulo.
Ele lembrou que, mesmo somadas as universidades públicas estaduais e federais do estado, São Paulo tem o pior índice de oferta de vagas públicas por habitante do Brasil. “Precisamos oferecer aos cidadãos paulistanos oportunidades equivalentes a outras regiões do país”, ressalta.
Aproximação com a comunidade
Outros mandatários presentes no lançamento têm opinião semelhante. O prefeito de Embu das Artes, Francisco Nascimento de Brito (PT), lembra da importância de expandir a presença da universidade para além das regiões centrais e levá-la a “lugares onde não havia nada parecido antes”. “É desta maneira que a população quer ver os reitores e os representantes acadêmicos: perto das comunidades”, defende Brito.
Para Jorge Lapas, prefeito de Osasco, o poder público não pode esperar que a universidade se instale e fique alheia ao cotidiano da cidade. “Quando existe proximidade, facilita muito para ambos. Precisamos de mais trabalhos conjuntos entre governo e universidade”, conclui o prefeito.



