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publicado dia 14 de outubro de 2013

Haddad assina decreto que institui reforma na educação em SP

De Jéssica Moreira, do Centro de Referências em Educação Integral

Na última quinta-feira (10), o prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, assinou decreto estabelecendo a reforma do sistema educacional do município, que prevê, entre outras medidas, por fim à progressão continuada e implantar medidas como advertência, repreensão e suspensão do estudante.

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O objetivo do programa, intitulado Mais Educação São Paulo, é reorientar as bases curriculares e administrativas, assim como fortalecer e ampliar a da rede municipal de ensino.

O novo programa, anunciado pela prefeitura em agosto deste ano, passou por uma consulta pública na internet durante um mês. Mesmo após receber 3.126 postagens no site da consulta e realizar reuniões com ONGs, sindicatos, universidades e profissionais da rede municipal, a proposta da prefeitura se manteve praticamente a mesma. Dentre as propostas retiradas, destaca-se a exclusão da possibilidade dos alunos fazerem aulas de dependência de algumas matérias, refazendo os conteúdos do ano anterior, mesmo após aprovação na série.

Ciclos

O ensino fundamental da rede municipal será organizado em três ciclos de três anos cada um, separados pelas etapas de alfabetização (1º ao 3º anos), com foco na alfabetização dos estudantes; a etapa interdisciplinar (4º ao 6º), que irá trazer um currículo integrado por meio de projetos que dialogam com diversas disciplinas e a etapa autoral (7º ao 9º), com a elaboração de um trabalho de conclusão de curso (TCC), visando a produção do próprio estudante.

Nesse modelo, as avaliações serão realizadas bimestralmente e o conceito de avaliação será de 0 a 10 a partir do quarto ano. Diferente do que é hoje, a reprovação dos estudantes poderá acontecer em cinco períodos (3º, 6º, 7º, 8º e 9º anos). Outro objetivo da reestruturação é manter os pais informados sobre as notas dos filhos em boletins acessíveis na internet.

As informações são do Diário Oficial, Portal UOL Educação e G1.

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