publicado dia 31 de julho de 2013
do Cimi
Cerca de 600 integrantes de 12 povos indígenas de Pernambuco ocuparam as Gerências Regionais de Educação das cidades de Arcoverde e Floresta.
As reivindicações dos índios são antigas e, conforme as lideranças, as ocupações seguirão por tempo indeterminado. Mesmo com verba liberada há seis anos para a construção de escolas, ainda há aldeias onde os professores ensinam na casa de farinha, como no povo Tuxá.
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“Existem verbas para 15 escolas há seis anos e nenhuma delas foi erguida. Outras dezenas de escolas têm apenas os professores e professoras e nenhum funcionário administrativo”, afirma Francisca Kambiwá. As verbas para a construção das escolas foram liberadas em 2007 pelo Ministério da Educação (MEC), via Plano de Ação Articulado (PAR).
Ambas ocupações ocorreram de forma pacífica. Na Gerência Regional de Educação de Arcoverde se encontram 300 indígenas Kambiwá, Tuxá, Xukuru e Kapinawá, onde estão também 12 dirigentes da Copipe (Comissão de Professores Indígenas de Pernambuco), representando cada povo do estado. Em Floresta, alto sertão pernambucano, outros 300 indígenas promovem a ocupação, entre eles Pipipã, Pankararu, Entre Serras Pankararu, Atikum e Pankará.



