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publicado dia 3 de junho de 2013

Especialistas apontam falta de acompanhamento para jovem infrator

Da Rede Brasil Atual

Com 9112 adolescentes internados na Fundação Casa, e mais 6 mil cumprindo medidas em meio aberto, o sistema socioeducativo em São Paulo ainda tem problemas para garantir a reinserção do adolescente em conflito com a lei na sociedade. Especialistas apontam para a falta de oportunidades como um dos principais problemas.

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“Precisamos criar alternativas a essas ofertas que ele encontra e o levam ao ato infracional. Não existem espaços para o adolescente construir seu projeto de vida. Então ele é caçado pelo crime. Depois é inserido em um conjunto de medidas que continuam não oferecendo alternativas”, declarou Tuto Wehrle, secretário de Gestão do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente de Interlagos (Cedeca).

Nos centros de medidas socioeducativas, responsáveis pelo acompanhamento do jovem infrator, faltam profissionais capazes de suprir a demanda. 51 centros, cada um com até oito educadores, são hoje responsáveis por atender seis mil adolescentes que cumprem medidas em meio aberto, tornando os acompanhamentos inviáveis.

Um jovem de 18 anos, identificado com LNC, relata que atividades esportivas tomavam boa parte do tempo e os cursos profissionalizantes não ofereciam diploma, dificultando a entrada no mercado de trabalho. “Muitos adolescentes querem trabalhar, ganhar dinheiro para consumir. Essa é uma perspectiva que é pouco observada”, afirma Vanessa Bastos, coordenadora do Centro de Medidas Socioeducativas (MSE) do Campo Limpo.

Leia matéria na íntegra aqui.


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