publicado dia 17 de abril de 2013
Porvir
Assim que assumiu a prefeitura da cidade de Nova Iorque, Michael Bloomberg, fundador da empresa de comunicações Bloomberg, implementou uma série de ações para mudar o quadro perturbador em que a educação municipal se encontrava: taxas de conclusão do ensino médio baixas, alunos e professores desmotivados e a rede, como um todo, precisava de renovação. Suas primeiras atitudes foram conferir autonomia a diretores, reajustar salários de professores, desmembrar grandes unidades escolares em estruturas menores e fechar as que estavam sem condições de funcionamento.
O programa, conhecido como iZone, está beneficiando atualmente 250 escolas e há previsão de chegar a 400. As instituições participantes recebem apoio técnico, pedagógico e financeiro para reformular suas estruturas e propor mudanças que façam com que a escola dialogue melhor com as necessidades de aprendizado de crianças e jovens. Não há uma formulação específica. A comunidade de cada escola verifica o perfil dos alunos que recebe, a infraestrutura disponível e toma decisões para modernizar e potencializar sua gestão.
Todos os anos o número de escolas que se inscreve no programa aumenta. Bloomberg já está em seu terceiro mandato e contou com a ajuda de Seth Shoenfeld, responsável pelo departamento de inovação do programa, para implementar as novas propostas. Em entrevista ao Portal Porvir, Shoenfeld explicou o funcionamento do iZone e deu dicas de como criar um ambiente propício à inovação em sistemas públicos. Para ele, é fundamental identificar barreiras pré-existentes, como limitações jurídicas, com antecedência e entender que as ações precisam incluir outros atores do universo educacional, como as secretarias de Educação.



