Perfil no Facebook Perfil no Instagram Perfil no Youtube

publicado dia 11 de abril de 2013

Organizações defendem que Copa e Olimpíadas deixem legado social para o Brasil

Por Camila Caringe

A meta é produzir um documento com clareza de objetivos e estratégias, que será trabalhado durante dois encontros por mês em abril, maio e junho.

A Constituição do Brasil de 1988 garante, no artigo 217, o direito à prática desportiva, sua proteção e fomento. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) defende o acesso a lazer e esportes. Ainda assim, de acordo com o estudo Educação Física nas Escolas Públicas Brasileiras, realizado pelo IBOPE, 30% das instituições de ensino não têm professor de educação física ou sequer espaço para essa atividade.

Copa do Mundo e Olimpíadas podem ajudar a desenvolver o esporte nas escolas brasileiras
Jovens contra a violência sexual na Copa se reúnem em seminário

“Eu joguei 20 anos pela seleção brasileira e nunca vi um momento tão propício para discutir políticas públicas e legados. Quando nos organizamos, obtemos mais resultados. Sozinho você vai mais rápido, junto você vai mais longe”, afirma Hortência Marcari, ex-jogadora de basquete. A escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 motivou o Projeto Cidades da Copa, que reúne governos, empresas e sociedade civil para discutir as possíveis heranças dos grandes eventos esportivos no país.

Durante a abertura dos debates em São Paulo, na manhã de ontem (10/4), o secretário de Esportes, Lazer e Recreação do município, Celso Jatene (PTB), ressaltou a importância dos debates junto à sociedade. “O maior legado que podemos alcançar é o humano, mudarmos a cultura, incorporarmos a prática esportiva à rotina.” Também estiveram presentes Adriana Alvarenga, representante da Unicef Brasil, e Daniela Castro, da organização Atletas pela Cidadania.

Diante das preocupações exclusivas com os equipamentos esportivos e o cumprimento de contratos internacionais, pessoas físicas e organizações públicas e privadas se mobilizaram para fazer um diagnóstico das condições atuais e dos desejos das 12 cidades que abrigarão os jogos. A meta é produzir um documento com objetivos e estratégias, que será trabalhado durante dois encontros por mês em abril, maio e junho.

Segundo Ana Moser, ex-jogadora de voleibol e Presidente do Instituto Esporte & Educação, é preciso pensar que os eventos deixarão seus efeitos e, por isso, a sociedade deve pensar como gostaria que isso acontecesse. “Ninguém nega a vontade de que o Brasil se estruture para além do período das competições, mas estamos carentes de ações. Essa é a oportunidade para nos posicionarmos.”

Para obter mais informações sobre a mobilização, acesse o site da organização Atletas pela Cidadania e do Instituto Esporte & Educação.


As plataformas da Cidade Escola Aprendiz utilizam cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade.
Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.