Da Rede Brasil Atual
Hans Temp, idealizador da ONG Cidades Sem Fome, propôs com o seu projeto que terrenos ociosos fossem aproveitados, transformando-os em terra produtiva. A ONG oferece assistência a 21 hortas apenas na capital paulista, todas em bairros da periferia. Os agricultores são selecionados na própria comunidade. “Normalmente, é gente com idade mais avançada, com 55 ou 60 anos, que acaba ficando fora do mercado de trabalho por ter pouca qualificação profissional”, define Hans.
“Eles começam a plantar, têm alimento diversificado para seu autoconsumo e comercializam todo o restante. No final do mês, repartem o dinheiro.” Antes, porém, é preciso conseguir a terra. “Usamos espaços que não são aproveitados, mas que têm dono. São terrenos da prefeitura, de igrejas, da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e de empresas públicas.”
Para ter acesso ao terreno, eles pedem autorização para o uso da área, apresentam um projeto aos proprietários, assinam um contrato de comodato e, só quando está tudo devidamente legalizado, começam a trabalhar.



