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Do UOL

A pesquisadora, bibliotecária e moradora da periferia paulistana, Charlene Kathlen de Lemos, avalia que a simples distribuição de bibliotecas e equipamentos de cultura pela cidade não alçam a população ao real acesso. Os Centros Educacionais Unificados (CEUs), por exemplo, ainda precisam romper barreiras. A apropriação da comunidade não se dá imediatamente. É preciso desenvolver e cultivar um relacionamento com o local.

Durante o processo de sua dissertação de mestrado, “Bibliotecas dos Centros Educacionais Unificados: a construção de uma cultura comum”, Charlene descobriu que os espaços foram utilizados em situações de enchentes, desapropriações, e outras. Segundo a pesquisadora, ao contrário de bibliotecas tradicionais, o modelo de silêncio e estudos não cabe na realidade dos CEUs. Bibliotecários, por sua vez, tiveram seus papéis ampliados, se vendo obrigados a pensar em ações culturais que não ignorassem os problemas sociais da região.

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