publicado dia 18 de dezembro de 2012
Do G1
O Rio Vermelho, na orla de Salvador, é o bairro escolhido para a implantação de um projeto que reúne educação, arte e cultura com o objetivo de firmar parceria entre a sociedade civil e as escolas públicas. Esta é a proposta iniciada a partir deste sábado (15), dia em que foi lançado o “Programa Bairro Escola Rio Vermelho”.
“Os desafios para a melhoria da educação são muito grandes. A escola e o poder público não dão conta de alcançar os objetivos sozinhos e tem muita gente querendo ajudar. O projeto serve como um catalisador de apoios para que as escolas se apropriem das oportunidades educativas que existem em torno dos prédios”, explica uma das apoiadoras e idealizadoras, a jornalista Anna Penido, do Instituto Inspirare.
Plantio em canteiros, pinturas de painéis, ioga para crianças, oficina de jogos, apresentações artísticas de dança de salão, afro e pop rock gospel, contação de história, criação de brinquedos, entre muitas outras atrações, foram realizados para marcar a estreia do projeto. “Nossas ambições são muito maiores do que um bairro. Queremos levar [a ideia] para outras regiões de Salvador e até cidades da Bahia. Mas precisávamos de um lugar que desse força e visibilidade à iniciativa. O Rio Vermelho é um bairro que tem uma simbologia grande porque traduz muito a cultura de Salvador”, conta Penido.
O projeto “Bairro-Escola” é pensado para cumprir três componentes, que serão colocadas em prática a partir de 2013: a capacitação de diretores, coordenadores e professores das escolas públicas, o que é chamado de “Trilhas Educativas”; a criação de agências de comunicação, com conteúdos gerados pelos próprios estudantes; e os “arranjos culturais”, espaços públicos que podem ser usados para ressignificação, como detalhou Anna Penido.
“A gente está criando todo processo de grupos que vão se articulando para gerar ações. Todo mundo vira educador e aprendiz. Cada escola tem a sua autonomia e constrói. Professores, coordenadores e comunidade vão criando as trilhas. É uma forma de educação mais aplicada, com mais sentido. Aprender ciência na praia, com pescadores; história com a baiana de acarajé; literatura na biblioteca. É uma escola a céu aberto”, complementa.
Sete escolas do bairro estão dispostas a encarar este novo processo: da rede municipal, estão a Escola Osvaldo Cruz, a Escola Ana Nery, a Escola Hercília Moreira, Escola Senhora Santana; da estadual, a Escola Euclides de Matos e a Alfredo Magalhães. Segundo a organização, o Colégio Estadual Manoel Devoto também deve se integrar à iniciativa.



