Perfil no Facebook Perfil no Instagram Perfil no Youtube

publicado dia 28 de fevereiro de 2012

Cartão da USP falha no 1º dia

O primeiro dia de funcionamento do novo sistema de transporte público na Cidade Universitária, na zona oeste, foi marcado por falhas e confusão. Parte dos alunos e funcionários não conseguiu utilizar ontem o Bilhete USP (Busp) e precisou descer pela porta da frente dos ônibus. Também havia muita dúvida em relação ao uso do novo cartão e do itinerário das duas linhas da São Paulo Transporte (SPTrans), que substituíram as circulares administradas pela Coordenadoria do Câmpus da Capital.

O JT flagrou problemas com dois alunos que não conseguiram validar o novo cartão no ônibus. Um deles é Bruno Coturri, de 22 anos, que estuda Ciências Sociais. Por volta das 17h30, ele aproximou o Busp do aparelho que libera a catraca, mas ela não destravou. “Acho que vou precisar trocá-lo.” Questionados, cobradores, motoristas e fiscais da SPTrans disseram que alguns cartões vieram com defeito e precisarão ser substituídos. Um deles calculou que em torno de 10% dos usuários enfrentaram a situação.

Veja Também:
Alunos da USP prometem boicotar novo bilhete único
“Circulares” da USP deixam de existir a partir do próximo dia 27
Câmpus da USP ganha bilhete único próprio

Mas a SPTrans, por meio de sua assessoria de imprensa, não reconheceu falhas. A estatal informou que, de manhã, “não foram constatados problemas” durante o monitoramento feito por seus técnicos. Se houver falha, o órgão recomenda que a pessoa procure a universidade “para verificar sua situação cadastral”. Em caso de persistência do defeito, o usuário deve ir a um posto da SPTrans “para que possa ser avaliado pontualmente o que aconteceu”.

“Devo usar a minha carteirinha normal de aluna?”, perguntou ao cobrador de um dos coletivos a estudante de Biologia Ana Novelli, de 22 anos. Ela embarcava no terminal que fica ao lado da Estação Butantã do Metrô. Como ela, mais pessoas tinham dúvidas, especialmente sobre o caminho percorrido pelas duas novas linhas. Um panfleto distribuído dentro dos ônibus mostrava as rotas.

As linhas fazem a conexão com o Metrô e rodam pelo câmpus. Estudantes, professores e funcionários da USP podem andar nelas de graça com o Busp. Mas pessoas de fora terão de desembolsar R$ 3 ou usar o Bilhete Único normal.

É o caso do pedreiro Naílton Felix Monteiro, de 33 anos. Ele trabalha há dois anos na construção da Biblioteca Guita e José Mindlin, dentro da Cidade Universitária, e mora na comunidade São Remo, ao lado do câmpus. Usa o circular diariamente para chegar e sair do trabalho. “Agora, vou ter de pagar R$ 6 por dia. Não acho correto com quem ganha pouco.”

A USP diz que parte dos circulares antigos integrará uma linha cultural, que continuará atendendo de graça, mas não informa quantos carros ela terá.

(JT)

As plataformas da Cidade Escola Aprendiz utilizam cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade.
Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.